terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

UMA CANÇÃO PARA O EQUADOR


 "Equador é inspirador, é sentimento..."

Ao pousar em Quito foi notar: a altitude. Faltou fôlego pra descrever o momento...faltaram palavras mas sobraram encantamentos...seria necessário trazer para a vida no papel, para o campo do material fiel pra ser cantado e contado como jubilo e gloria. Quero justificar minha historia, Quero minha brasilatinidad com força e atitude, quero desenvolver a minha virtude de gratidao a essa sabia natureza andina, de ter me ensinado La ruta escondida, seus segredos de arte colonial, a Bella aurora de prazer monumental.
Nao caberia em meu olhar, foi necessario oculos e meu amor, como Darwin, pousou em Galapagos, com seus albatrozes, seus pinguins e pelicanos, suas ilhas no coracao a perder de vista em oceanos. minha canção cruzando os arquipelagos da memoria: meu samba na costa a ver com o mar azul de el pacifico equatoriano, tem a ver com praias virgens e florestas de culturas pre-colombianas, tem preces multicolores das aguas alrededor de La Prata, tem pinzones e fragatas, herancas de um mundo mais humano, patrimonio de um pais soberano.
Foram longas observações, foram estranhas alucinações... o lamento que me habita, habita em Loja e Pichincha, a arquitetura harmonizando a geografia, seu passado e ancestralidade indigena, como Gabriel cantou Cartagena canto o passado historico de Rio bamba, canto no meu samba el templo del sol, a antiguidade de Ingapirca, as 13 nacionalidades indigenas com seus mitos , ritos e lendas, canto as culturas Cañari e Inca, canto a negra Esmeraldas, Tungurahua, Guayas, los rios, Canar, Chimborazo e  bolivar , canto para os Andes, onde se "elevan volcanes" incomensuraveis, meu cantar Cotopaxi  simboliza o vulcao ativo mais alto do mundo, voz de mìtica Cordilheira, voz de Panamérica sem fronteira, voz que nunca terà barreira. Voz universal.
Como a velha Cuenca colonial e sus calles de pedras e plazas floridas eu vejo a vida vertida em espirais, antigas catedrais no fundo d' alma,  canto com olhos envolto de  lágrimas e equinociais provincias, canto dramas de navios partindo em minhas rimas, refúgios de aves marinhas no porto de Guayaquil, canto os mistérios da Amazonia abraçando o meu Brasil. Canto Morona Santiago, Orellana, Pastaza, Napo e Zamora Chinchipe, canto também Manabí, El Oro, Azuay, Imbabura e Carchi, de Sucumbíos a Santa Elena passando por Santo Antonio de Los Tshachilas, todo o sonho que vivi.
Canto para um povo que "vierteron su sangre por ti"
um povo acolhedor, que sabe dar e receber amor:

  Equador é inspirador, é sentimento
"es un árbol fructífero del pensamiento".                                                 Vitor Pessoa





3 comentários:

Luana Pessoa disse...

Parabéns pelas sábias palavras e por compartilhar essa cultura desconhecida, porém rica.
Passei a admirar Ecuador a partir desta crônica transmitida com clareza, simplicidade, mas ao mesmo tempo intocável e real.
Vitor Pessoa como sempre arrasando e afirmando a autenticidade de sua sabedoria e belas palavras.
Agradeço a oportunidade de vivenciar por alguns instantes essa terra desconhecida, uma lição de vida e cidadania a nós brasileiros.

Anônimo disse...

Vitor Pessoa e que Pessoa!
Li varias vezes a sua crônica poética “UMA CANÇÃO PARA O EQUADOR” .
Equador, país que amo, onde vivo e sou feliz!
A sua sensibilidade é admirável! Tudo que você escreveu é de uma beleza incomensurável! “Quero minha brasilatinidad com força e atitude, quero desenvolver a minha virtude de gratidão a essa sabia natureza andina”, é uma das mais lindas frases (versos) que já li, expressa um sentimento que tenho e nunca consegui expressar com palavras.
Vitor Pessoa você tem o PODER DA PALAVRA, e isto é uma DÁDIVA DIVINA.
Que Deus o abençoe e proteja sempre!
Foi uma grande honra tê-lo conhecido.
Quero pedir sua autorização para traduzir esta homenagem ao Equador e mandar publicar no jornal El Comercio de Quito, em seu nome, é claro!
Elaine Maria de Souza

maria lucia disse...

É muito bom ler o que você escreve.